Ativista e sociólogo Ian Caetano de Oliveira morre aos 32 anos em Goiânia
Ativista e sociólogo Ian Caetano de Oliveira morre aos 32 anos em Goiânia Diomício Gomes/O Popular O ativista e sociólogo goiano Ian Caetano de Oliveira, de...
Ativista e sociólogo Ian Caetano de Oliveira morre aos 32 anos em Goiânia Diomício Gomes/O Popular O ativista e sociólogo goiano Ian Caetano de Oliveira, de 32 anos, morreu em Goiânia, segundo o amigo Heitor Vilela. De acordo com ele, Ian era "um acadêmico exemplar, músico costumaz e militante abnegado pela causa comunista". A Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiás (UFG), onde Ian se graduou, publicou uma nota lamentando a perda para a comunidade. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp "Ian foi um aluno bastante dedicado ao seu Curso e à vida acadêmica, sendo autor de diversas produções desde a graduação. Sua dedicação ao campo das ciências sociais também se manifestou no ativismo e engajamento em causas sociais", diz o texto. Segundo Heitor, Ian estava internado há alguns dias em um hospital e faleceu na madrugada de sexta-feira (30). "Ele morreu de tristeza, para viver de alegria. Foi ficando fraco, até o corpo parar", disse Heitor. Agora no g1 Nas redes sociais, colegas e amigos destacaram a trajetória acadêmica de Ian, que se tornou mestre em Sociologia, no Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP) da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). "O mundo era pequeno demais para ele. Tinha planos de continuar a pesquisa fora do Brasil [...]. O Ian era grande demais para ficar parado", escreveu um amigo. LEIA TAMBÉM: Morre Beth Fernandes, psicóloga e ativista da causa LGBTQIA+ Morre Sabrina Bittencourt, ativista que ajudou a reunir mulheres para denunciar religiosos suspeitos de abusos Ativista ambiental desaparece na Chapada dos Veadeiros Trajetória Ao g1, Heitor lembrou a ocasião em que ele, Ian e outro estudante foram presos na Operação R$ 2,80, que tinha como alvo integrantes do Movimento Estudantil Popular Revolucionário suspeitos de depredar o patrimônio público e incitar a violência durante manifestações em Goiânia, motivadas pelo aumento de R$ 2,70 para R$ 2,80 no preço da passagem do transporte coletivo. O professor da Faculdade de Ciências Sociais Francisco Tavares, que foi orientador de Ian, conta que o ativista era uma pessoa sensível aos problemas sociais. "Isso o tocava de maneira muito emotiva, ele ficava muito comovido diante da dor, do sofrimento de pessoas menos favorecidas da nossa sociedade". Ian e Heitor Arquivo pessoal/Heitor Vilela Os jovens foram presos no dia 23 de março e saíram da Casa de Prisão Provisória (CPP) de Aparecida de Goiânia no dia 30 do mesmo mês. Na época, a juíza que concedeu o habeas corpus disse que não havia evidências concretas da efetiva participação dos estudantes nos "graves" atos de vandalismo ocorridos nas ruas de Goiânia, apenas indicadores do envolvimento. "Desde essa situação da prisão, ele ficou muito mal. Atrapalhou a carreira de pesquisador e docente. Ficamos quase três anos com medidas cautelares", disse Heitor. Além disso, ele destaca que o amigo foi articulista em um jornal por mais de uma década e era pontualmente consultado pelo jornal O Popular e pela Rádio CBN Goiânia. "Tocava violão, guitarra, baixo, teclado e se vestia sempre muito bem. Com chapéu, paletó e gravata", lembrou sobre o estilo do amigo. "Um lutador. Um camarada. Partiu muito breve, mas fez muito", terminou ele. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás